Ano Letivo

2014/2015

Unidade Curricular

Atelier 2A – Território

Ano Curricular


Docência

Marta Labastida

Título do Exercício

Aproximação ao Vale do Ave

Lugar de Intervenção

Pousada de Saramagos, Vila Nova de Famalicão

Enunciado do Exercício

O programa tem como objectivo ensaiar alternativas de intervenção no território difuso contemporâneo questionando oportunidades na intervenção que implica “descobrir” novas aproximações ao lugar e ao projeto.  A partir de uma área localizada ao longo da EN206, na freguesia de Pousada de Saramagos em Vila nova de Famalicão, deverá construir-se uma aproximação que permita não só reconhecer o lugar como trabalhar uma proposta a partir de três ações de mediação: Respigar, selecionar e valorar aquilo encontrado no lugar, aquilo já utilizado ou já iniciado. Reciclar, enunciar o lugar e o projeto desde os processos e tempos acumulados ou possíveis. Bricolar, destreza provisional, sem modelos, que faculta a construção e a renovação das ferramentas de ação a partir do descoberto no lugar.

Esta mediação deverá sintetizar-se num projeto-estratégia que, para além de cruzar distintas referências e explorar novas ferramentas, determine um novo campo de relações no lugar ativando processos existentes ou possíveis.

Da Produção ao Devoluto

João Cardoso e João Costa

 

Com a estrada nacional como espinha dorsal e o rio Pele a correr-lhe nas veias, Pousada de Saramagos viveu e vive sobre um domínio físico, económico e social da industria têxtil. A Rio Pele, no sentido de reforçar a exploração de água do rio tem vindo, gradualmente desde a sua fundação, a aumentar o seu domínio territorial. Com as suas sucessivas expansões de unidades fabris e desistências de praticas de atividade não-industriais nos terrenos adquiridos, a ocupação produtiva da Rio Pele sofre uma reestruturação e encontra-se, atualmente, reduzida a uma escala desproporcional com o seu potencial.

 

As suas expansões, as crises económicas e as alterações na política de gestão da empresa deixam na freguesia um rasto de terrenos e equipamentos que consideramos como devolutos. Esta atitude não reflete, no nosso entender, a lógica produtiva e isente de desperdício inerente á produção industrial.

 

Consideramos então, esta dualidade entre produção e devoluto como um ciclo; Um ciclo deficiente e indefinido; Um ciclo onde o espaço abandonado convive lado a lado com o espaço hiper-potenciado; Um ciclo que carece de continuidade; Um ciclo que necessita ser um ciclo.