Ano Letivo

2013/2014

Unidade Curricular

Atelier 1A – Paisagem

Ano Curricular


Docência

Rute Carlos

Título do Exercício

A Paisagem da Veiga de Creixomil

Lugar de Intervenção

Veiga de Creixomil, Guimarães

Enunciado do Exercício

Atelier 1A contempla um único exercício prático, faseado, que tem como objetivo a reflexão e a transformação da Veiga de Creixomil.

Partindo desta área de reserva agrícola e ecológica, procurar-se-á analisar a complexidade do lugar, interpretando os elementos, os processos, as dinâmicas e as lógicas relacionais que caracterizam a sua paisagem, de modo a formular uma estratégia de atuação que ative o seu potencial latente.

O exercício desenvolve-se em três fases:

1. Análise – a partir da observação in situ e da exploração do lugar os alunos, em grupo, deverão construir uma narrativa (crítica e seletiva) que sintetize a problemática e o potencial do lugar e que aponte uma ideia/conceito de intervenção.

2. Estratégia – a través da exploração da ideia, os alunos deverão descobrir/desenvolver as ferramentas que permitem sintetizar o processo de atuação, enquadrando-o num projeto estratégico capaz de definir em simultâneo, um método de atuação e um compromisso formal com o lugar, definindo programa(s), escala(s) e tempos(s) de intervenção. Nesta fase serão também definidos os âmbitos de atuação individual.

3. Atuação – a partir da estratégia, cada aluno individualmente irá produzir um estudo preliminar de um âmbito de atuação, desenvolvendo ferramentas que o permitam sintetizar. Esta fase concluirá com a definição formal e construtiva de uma ou várias intervenções propostas.

Infraestruturas como Geradoras da Paisagem

Ana Rita Ferreira, César Machado e Reemko Ruth

Painel de grupo

Painel de grupo

A veiga de Creixomil é uma grande área de terrenos agrícolas situada junto do centro urbano de Guimarães. Esta área agrária densificou-se naquele lugar dada a grande fertilidade dos terrenos e a presença de linhas de água como o rio Selho, a ribeira de couros.

 

Aquando da visita ao terreno, teve-se contacto com um seguimento de caminhos não estruturado, misturando vários tipos de pessoas e atividades. Para além disso, os percursos encontravam-se enlameados, não sendo nem próprios, nem funcionais, quer para a passagem de máquinas agrícolas, quer para caminhar. Outra questão que causou inquietação foi o facto de as linhas de água se encontrarem poluídas e com bastantes detritos nas margens.

 

A partir de uma análise do tipo de pessoas que existem no território, percebeu-se que existem os grandes agricultores, os pequenos agricultores (horta pedagógica) e as pessoas que aproveitam a área para fazer desporto ou para simplesmente desfrutarem da paisagem.

 

Uma das questões que ressaltou de imediato foi tratar e reestruturar os caminhos de forma a adaptá-los às suas verdadeiras funcionalidades, e tentar de certo modo criar uma hierarquia entre eles, fazendo com que apoiem actividades e interesses distintos. Com esta intenção acrescentamos mais um objectivo à estratégia geral que é utilizar as infraestruturas como um elemento que gere paisagem, focando o olhar e mostrando a área de uma outra forma. Deste modo, o intuito base foi estruturar duas formas distintas de olhar o território: uma olhando de fora para dentro, através do olhar do agricultor, e outra é olhar a Veiga de Creixomil desde o seu interior para o exterior, junto das linhas de água.

 

Deste modo, decidiu-se criar dois percursos que mostrassem as duas visões da Veiga: um percurso agrícola e um percurso público. Ainda de modo a tentar reforçar e apoiar os dois caminhos achamos necessário criar espaços em que existisse um programa de suporte tanto ao caminho agrícola como ao caminho público nos quais se encontrariam equipamentos de apoio.

 

 

PERCURSO AGRÍCOLA, César Machado

Painel individual. César Machado

Painel individual. César Machado

 

 

PERCURSO PÚBLICO, Ana Rita Ferreira

Painel Individual. Ana Rita Ferreira

Painel Individual. Ana Rita Ferreira

 

Após uma observação da Veiga de Creixomil, percebemos a fragilidade da existência de espaços para caminhar e desfrutar da paisagem. Posto isto, a estratégia foi criar um percurso público que mostrasse  a Veiga de uma outra forma, gerando paisagem a partir da infraestrutura.

 

Assim, foi projectado um percurso elevado do solo que se agarra aos elementos verticais da vegetação posicionada ao longo das linhas de água, dando a ideia de que o caminho quase paira ou flutua no ar. Esta estratégia, que o torna utilizável nos momentos de cheias e humedecimento do solo, permite observar o terreno de dentro para fora e vaguear pelo interior da Veiga sem causar qualquer interferência no trabalho agrícola, uma vez que este é um terreno de Reserva Agrícola Nacional.

 

EQUIPAMENTOS AGRÍCOLAS E PÚBLICOS, Reemko Ruth

Painel individual.

Painel individual. Reemko Ruth